Um caminho, construí-lo,
viajar: abrir um livro,
mar a se descobrir,
como o mar mesmo,
que, da praia, só se sabe
do que é iluminado e
inocente, quase inofensivo.
Mar, monossílabo,
avante viagem,
saber-se dele marujo,
moço ou não,
salgar-se na água volumosa,
páginas de imensidão verde
ou azul.
Deparar-se com as algas
e as baleias,
experimentar a pronúncia delicada
de sargaço, sar-ga-ço.
Ou sonhar sereia, se noite é.
Fim de tarde.
Um pequeno barco,
em água calma,
vai devagar,
supõe diálogo
numa língua sem vício,
sua língua que o mar e meus olhos
lambem.
Livro.
|Poema da Série "Mar" - Autor: Webston Moura|
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Webston Moura, administrador deste blog, é Tecnólogo de Frutos Tropicais, poeta e cronista. Natural do Ceará, Brasil, mora no município de Russas, na região do Vale do Jaguaribe. Aprendiz de Teosofia, segue a Loja Independente de Teosofistas - LIT. Tem apreço por silêncio, música, artes plásticas, bichos e plantas. É também administrador dos blogs O Caderno Livre e Só Um Transeunte.
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