sexta-feira, 25 de setembro de 2026

Errar é Humano



Untitled (1984) - Gerwald Rockenschaub



Não gostamos de estar errados, pois significa que fomos incapazes de enxergar o certo. O peso esta nesta palavra "incapazes". Mas atrás disso está a ilusão de que poderíamos viver sem cometer erros.

Cobramos de nós mesmos, cobramos dos outros e, dependendo de como nos encaremos e encaremos as coisas, podemos atravessar uma vida inteira sem modificarmos essa visão e essa atitude, condenando-nos e condenando aos outros à pressão, ao nervosismo e, em certos casos, à agressividade, à humilhação.

Led Zeppelin | "Stairway to Heaven"




O que é bom tende a ser duradouro no coração das pessoas. É o caso desta música, "Stairway to Heaven" ("Escada Para O Céu"), da banda britânica Led Zeppelin, lançada em 1971.

Não me reportarei ao reconhecimento em prêmios que a música tenha recebido. Você aí pode pesquisar fácil na internet. Indico, obviamente, o vídeo/acima, aonde se pode ouvir esta preciosidade da sensibilidade a que o ser humano é capaz.

Vamos ouvir?




|Autor do texto: Webston Moura|

.................................................
Leia outros posts:


.....................................................................
Webston Moura
, administrador deste blog, é Tecnólogo de Frutos Tropicais, poeta e cronista. Natural do Ceará, Brasil, mora no município de Russas, na região do Vale do Jaguaribe. Aprendiz de Teosofia, segue a Loja Independente de Teosofistas - LIT. Tem apreço por silêncio, música, artes plásticas, bichos e plantas. É também administrador dos blogs O Caderno Livre e Só Um Transeunte.
..............................................................................


segunda-feira, 21 de setembro de 2026

O Tempo Vivido Não Volta



Casa e Árvores (1894) - Paul Cezanne


Houve uma última vez, para tudo há. Saímos pela rua, crianças que éramos, sem saber que aquela seria uma despedida da fase que vivíamos e da forma como éramos. Já não iríamos cumprir os mesmos rituais e nem notaríamos, a princípio, a mudança. Assim foi. Até chegarem esses dias de agora, quando as coisas voltam à memória e têm um gosto agridoce, riso e lágrima misturados na mesma substância.

O tempo vivido não volta. Não iremos mais brincar de "31 de janeiro". Sentir alguma dor por isso, pelo que se foi, por quem fomos, é sinal de que temos alma. E é uma alma que vale a pena.


|Autor: Webston Moura|

.................................................
Leia outros posts:


.....................................................................
Webston Moura
, administrador deste blog, é Tecnólogo de Frutos Tropicais, poeta e cronista. Natural do Ceará, Brasil, mora no município de Russas, na região do Vale do Jaguaribe. Aprendiz de Teosofia, segue a Loja Independente de Teosofistas - LIT. Tem apreço por silêncio, música, artes plásticas, bichos e plantas. É também administrador dos blogs O Caderno Livre e Só Um Transeunte.
..............................................................................


domingo, 20 de setembro de 2026

Nossos Personagens



Number 7 (1953) - Bradley Walker Tomlin



Somos muitos, cada um. No tempo, somos a transformação de tipos que, colocados uns diante dos outros, se assim pudéssemos realizar, os estranharíamos.

A criança que fomos, em diferentes fases, realizou seu caminho. O adolescente, idem. Já adultos, vamos da novidade da juventude, com o furor que lhe é próprio, à idade madura e, enfim, à chamada terceira idade.

sábado, 19 de setembro de 2026

O Cão Que Vaga Pelas Ruas





Passa um cão pela rua, o sol sobre seu corpo magro o faz desprotegido. É como muitos, só um transeunte que tenta sobreviver, um ser que vive mesmo nas ruas ou, de outro modo, que escapou de casa, deu uma fugidinha e deixou seu dono (ou dona) preocupado(a).

Observo-o e, como sempre, tenho vontade de lhe prestar cuidados, dar-lhe água, comida, atenção. Mas nem sempre posso, obviamente. São muitos os cães de rua e eu não tenho poderes para cuidar de todos.

quinta-feira, 10 de setembro de 2026

Quietos Segredos



O cultivo das ideias (1927)
- René Magritte



Quietos segredos,
silêncios necessários
que a alma guarda
do mundo.

Sonhos ao bolso,
pessoais relíquias
que se tem a zelo.

Nada que se diga a público,
por precaução, prudência.

Nada que se gaste a esmo
ou se perca em distração.

Quietos segredos,
como o sangue, seiva da vida,
no escuro do corpo.





|Autor: Webston Moura|

.................................................
Leia outros posts:


.....................................................................
Webston Moura
, administrador deste blog, é Tecnólogo de Frutos Tropicais, poeta e cronista. Natural do Ceará, Brasil, mora no município de Russas, na região do Vale do Jaguaribe. Aprendiz de Teosofia, segue a Loja Independente de Teosofistas - LIT. Tem apreço por silêncio, música, artes plásticas, bichos e plantas. É também administrador dos blogs O Caderno Livre e Só Um Transeunte.
..............................................................................


Outra Vez Eleições






Nasci durante a ditadura militar e nela vivi até o seu fim, em 1985. Para mim, como a maioria, especialmente os que viviam no interior, o clima era de normalidade. Eu explico: em geral, as pessoas não tinham outras perspectivas e a maioria não se interessava mesmo pelos assuntos políticos, excetuando-se o período das campanhas locais, aonde candidatos a prefeito e vereador apareciam. Assim sendo, as pessoas nem sabiam que estavam numa ditadura.

Vivo, então, na democracia representativa, dito um melhor regime, já que podemos escolher livremente quem nos governa, o que informa que participamos e, assim, manifestamos, como sociedade, algum poder de escolha.

quarta-feira, 9 de setembro de 2026

Os 55 Anos do Álbum "Imagine" de John Lennon



John Lennon (1940-1980)




"Como posso ir em frente quando não sei
Que caminho estou encarando?"
[John Lennon, em "How?" ("Como?"), do disco Imagine]


Em 9 de setembro de 1971, John Lennon lançava seu álbum "Imagine", cujo título é o mesmo da música que ali se tornaria a mais comentada. Imagine! Imagine um mundo novo, bom e possível. Em suma, uma mensagem que hoje soa ingênua, mas que, tomada com a força dos que sonham, será sempre atual e necessária, afinal, se necessitamos e queremos um mundo melhor, haveremos de imaginá-lo com as cores e formas dos nossos sonhos.

Raul Seixas Eterno



Raul Seixas (1945-1989)


No último 21 de agosto completaram-se 37 anos da partida de Raul Seixas. Ele se foi naquele longínquo ano de 1989, ano de eleições presidenciais, ano movimentado.

Por conta da data, acabei vendo na internet vídeos, depoimentos, mensagens e textos sobre Raul. Ouvindo suas músicas, senti nostalgia de quando era jovem e, ali, descobria aquela novidade toda. Não sou propriamente da geração que conheceu Raul de início, mas que, ao longo do tempo (anos 1980), o recebeu e gostou, tornando-se raulseixista.