quarta-feira, 9 de setembro de 2026

Os 55 Anos do Álbum "Imagine" de John Lennon



John Lennon (1940-1980)




"Como posso ir em frente quando não sei
Que caminho estou encarando?"
[John Lennon, em "How?" ("Como?"), do disco Imagine]


Em 9 de setembro de 1971, John Lennon lançava seu álbum "Imagine", cujo título é o mesmo da música que ali se tornaria a mais comentada. Imagine! Imagine um mundo novo, bom e possível. Em suma, uma mensagem que hoje soa ingênua, mas que, tomada com a força dos que sonham, será sempre atual e necessária, afinal, se necessitamos e queremos um mundo melhor, haveremos de imaginá-lo com as cores e formas dos nossos sonhos.

Raul Seixas Eterno



Raul Seixas (1945-1989)


No último 21 de agosto completaram-se 37 anos da partida de Raul Seixas. Ele se foi naquele longínquo ano de 1989, ano de eleições presidenciais, ano movimentado.

Por conta da data, acabei vendo na internet vídeos, depoimentos, mensagens e textos sobre Raul. Ouvindo suas músicas, senti nostalgia de quando era jovem e, ali, descobria aquela novidade toda. Não sou propriamente da geração que conheceu Raul de início, mas que, ao longo do tempo (anos 1980), o recebeu e gostou, tornando-se raulseixista.

Mujer Con Abanico



Mulher com um leque (1916)
- Maria Blanchard



Mulher com um leque, a pintura acima. Bonita, forte. No original, se diz "Mujer Con Abanico". Maria Blanchard, a artista autora da tela, nasceu em Santander, Espanha.

Ao ver a tela, penso nos que vêm ao mundo para trazer a beleza. Alguém que saiba servir, ser gentil, justo. Alguém que simplesmente saiba cozinhar. Alguém que saiba liderar o que é bom e certo. Alguém que, sem outro talento, é capaz de nos fazer rir. Alguém que seja forte o suficiente para evitar o mal. alguém que nos inspire, como esta pintora, Maria Blanchard, agente da beleza e do encanto. Penso nisso e isso, de certo modo, me salva, pois salva o melhor que há mim.



|Autor: Webston Moura|

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Webston Moura
, administrador deste blog, é Tecnólogo de Frutos Tropicais, poeta e cronista. Natural do Ceará, Brasil, mora no município de Russas, na região do Vale do Jaguaribe. Aprendiz de Teosofia, segue a Loja Independente de Teosofistas - LIT. Tem apreço por silêncio, música, artes plásticas, bichos e plantas. É também administrador dos blogs O Caderno Livre e Só Um Transeunte.
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Viagem de Ônibus



Paisagem - Aldemir Martins



Quando criança gostava de viajar de ônibus. Para as crianças, um ônibus era algo realmente especial. E a viagem era uma das aventuras possíveis. Sair de onde se vivia, pegar a estrada, gastar o tempo olhando a paisagem até chegar ao destino, outro lugar, desconhecido e, por isso mesmo, atraente. Assim era. Até porque as vezes em que isso podia ocorrer não eram muitas.

Quem haveria de conduzir a criança a tão fantástica missão? A mãe. Tomar pelo braço, vestir uma roupa, arrumar o que levar, tomar a rua até o lugar de pegar o ônibus, esperar um pouco e, enfim, adentrar o gigante veículo, poderoso, único. Seguir pelo corredor até tomar assento entre outros passageiros, a maioria ou quase todos desconhecidos. Mas, pelas caras e roupas, gente como a gente. Estávamos entre amigos.

terça-feira, 8 de setembro de 2026

As Formiguinhas Pretas



Ant (1943) - Maurits Cornelis Escher



Elas aparecem, de repente. Pequeninas e rápidas. As formiguinhas pretas. Dizem que sua aparição significa a antecipação das chuvas. Eu acredito, pois percebo outros sinais. A natureza tem seus mistérios.

Eu me animo a fazer uma pergunta e faço. Consulto o Google: "Quantas formigas há no mundo?". A resposta da Al Overview, a IA, diz: "Número total: Aproximadamente 20 quatrilhões (20.000.000.000.000.000 de indivíduos)". Nossa! São muitas. Não sei como calculam isso, mas fico com a resposta.

O Ofício da Vida



Abstraction (1964) - Lawren Harris



As aranhas tecem suas teias.
Devagar, tecem.
Sem que vejamos, tecem.
Ainda que as desfaçamos, tecem.

As aranhas precisam tecer.
Sua natureza é esta.
Perseveram, lutam,
como se outra coisa não houvesse a fazer.

As aranhas, como as árvores e os pássaros,
nos ensinam o ofício da vida.



|Autor: Webston Moura|

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, administrador deste blog, é Tecnólogo de Frutos Tropicais, poeta e cronista. Natural do Ceará, Brasil, mora no município de Russas, na região do Vale do Jaguaribe. Aprendiz de Teosofia, segue a Loja Independente de Teosofistas - LIT. Tem apreço por silêncio, música, artes plásticas, bichos e plantas. É também administrador dos blogs O Caderno Livre e Só Um Transeunte.
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segunda-feira, 7 de setembro de 2026

Objeto Voador Não Identificado



Lines (1922) - Rudof Bauer



Vi um OVNI.
Só eu o vi, momento meu.
Como a rosa d'O Pequeno Príncipe,
meu OVNI, inútil e total, vi-o,
sem saber se ele me via.

Meu OVNI, como os carrapichos tantos que vi por aí,
ricos na pobreza de crescerem a granel.

Meu OVNI, porque eu ali estava para vê-lo
e aqui dizer a quem não escuta.

Porque o quis ver, vi-o,
como a outras coisas que só existem para mim
e para os de minha estirpe.



|Autor: Webston Moura|

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domingo, 6 de setembro de 2026

Permita-me Ser Simples!



Verão (1893) - Emile Claus


Dizia-se, no passado, que "se as pessoas tivessem mais informação, elas saberiam julgar e decidir melhor". Fazia sentido. No passado.

Hoje, cá estamos abarrotados de informação e nem sempre somos justos ou sensatos. Pelo contrário. Os comportamentos egoístas, injustos e oportunistas aparecem, muitas vezes, como naturais. E até louváveis! Aí entendemos que as informações, se excessivas, podem enlouquecer as pessoas, desorientando-as.

terça-feira, 1 de setembro de 2026

Meditação



Silence (1888) - Mikhail Nesterov



Eu sou o que faz silêncio e olha.
Sou o que observa, sem o interesse dos ávidos.
Sou o que, de corpo já vivido, não queima pela seiva da novidade.

Eu sou o que passa, sem fazer alarde,
e que já não sonha a ingenuidade dos iniciantes.

Sou o velho, como a velha árvore,
secando sob o vento, guardando o passado.

Sou o fogo firme na madeira seca.
Depois, as cinzas que o vento leva.

|Autor: Webston Moura|

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