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| Composition (1961) - Carl Buchheister |
Quando morreu, Jurandir carregava algumas mortes nas costas. Mas nunca foram por querer ou por alguma razão mesquinha. Ele defendia a sua vida e a vida dos seus naquele sertão antigo. Todavia, não se orgulhava de ter matado. Doía-lhe a alma tal coisa, como chegou a dizer aos parentes e amigos.
Três meses depois de ser sepultado, nasceu sobre sua cova uma planta de pequeno porte, com folhas diferentes, planta nunca vista até ali por quem quer que conhecesse o assunto. E um detalhe chamou a atenção das pessoas: a planta derramava lágrimas, como se chorasse, como se Jurandir ali dissesse de sua dor, dor que levou para além desta vida, mas que aqui ainda se manifestava, transbordando.
|Autor: Webston Moura|
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Webston Moura, administrador deste blog, é Tecnólogo de Frutos Tropicais, poeta e cronista. Natural do Ceará, Brasil, mora no município de Russas, na região do Vale do Jaguaribe. Aprendiz de Teosofia, segue a Loja Independente de Teosofistas - LIT. Tem apreço por silêncio, música, artes plásticas, bichos e plantas. É também administrador dos blogs O Caderno Livre e Só Um Transeunte.
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