Esta palavra que corrói o ouro do silêncio. Esta palavra dita assim sem mais nem menos, a falar do que se esquece rapidamente, em casa ou na rua, em qualquer lugar, sem cerimônia, corriqueira palavra. Esta Palavra que julgamos inofensiva, saída da boca como o ar expirado, a saliva em perdigoto ou coisa menos importante. Esta palavra escrita na madeira ou no papel, gravada a esmo no rol das coisas que aparecem e somem. Esta palavra, coisa entre coisas, nos faz reis. Ao menos deste pequeno reino de códigos que dominamos, depois de todo o tempo em que não soubemos palavra alguma, antes do primeiro estalo na língua. Esta palavra é um lírio, mas pode também ser um nó.
|Autor: Webston Moura|
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Webston Moura, administrador deste blog, é Tecnólogo de Frutos Tropicais, poeta e cronista. Natural do Ceará, Brasil, mora no município de Russas, na região do Vale do Jaguaribe. Aprendiz de Teosofia, segue a Loja Independente de Teosofistas - LIT. Tem apreço por silêncio, música, artes plásticas, bichos e plantas. É também administrador dos blogs O Caderno Livre e Só Um Transeunte.
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