Como expressão de algo exato e impossível de falha, a perfeição não existe em nós. Assim sendo, não somos perfeitos como uma engrenagem que, funcionando, nunca atingisse o erro. O erro em nós é algo mais que comum, de modo que deveríamos ter uma educação que entendesse bastante do que é o erro, para que nos instruísse, desde cedo, à aceitação de sua existência e, assim, nos levasse a um crescimento interior adequado.
Porém, se observarmos a riqueza de tudo, a partir do que somos, corpo e alma, haveremos de ver aí algo a que chamaremos de perfeito. No sentido de bem construído, bem projetado por sábia engenharia. E disso retiraremos um bom aprendizado tanto quanto uma alegria clara. Da mesma forma, a natureza terrestre e o universo como um todo são essa perfeição, beleza extrema. Em verdade, estamos cercados de beleza - e, de certa forma, de perfeição -, apesar dos pesares. E deveríamos compartilhar mais isso, não o contrário. Deveríamos contemplar melhor toda essa gratuidade em vez de nos envenenarmos nos nossos (mesquinhos) desejos.
|Autor: Webston Moura|
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Webston Moura, administrador deste blog, é Tecnólogo de Frutos Tropicais, poeta e cronista. Natural do Ceará, Brasil, mora no município de Russas, na região do Vale do Jaguaribe. Aprendiz de Teosofia, segue a Loja Independente de Teosofistas - LIT. Tem apreço por silêncio, música, artes plásticas, bichos e plantas. É também administrador dos blogs O Caderno Livre e Só Um Transeunte.
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