Cidade pequena, cidade antiga.
Guardadas, as moças sonham.Os rapazes se fingem de homens.
Já os homens, bem, envelhecem
enquanto ordenam pequenos reinos.
Há o padeiro, o verdureiro, o açougueiro,
o leiteiro, o padre, o delegado e toda a sorte
de cargos e atributos importantes.
o leiteiro, o padre, o delegado e toda a sorte
de cargos e atributos importantes.
Há os loucos de amor,
de bebida, dos dois,
de nada, os que ficam à espera do trem
quando nem sabem mais onde fica a estação.
Vagam por aí, entre o real e o mais real.
de bebida, dos dois,
de nada, os que ficam à espera do trem
quando nem sabem mais onde fica a estação.
Vagam por aí, entre o real e o mais real.
As donas de casa,
sobretudo mães,
sustentam a realidade.
Choram, riem, dão um jeito,
são mães, as raízes do mundo.
sobretudo mães,
sustentam a realidade.
Choram, riem, dão um jeito,
são mães, as raízes do mundo.
E há as crianças.
Estas brincam nas ruas, no mato,
veem e leem Tarzan, O Fantasma, Zorro,
mas não sabem, ainda, que serão roubadas
de tudo isso — para nunca mais!
Estas brincam nas ruas, no mato,
veem e leem Tarzan, O Fantasma, Zorro,
mas não sabem, ainda, que serão roubadas
de tudo isso — para nunca mais!
|Autor: Webston Moura|
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Webston Moura, administrador deste blog, é Tecnólogo de Frutos Tropicais, poeta e cronista. Natural do Ceará, Brasil, mora no município de Russas, na região do Vale do Jaguaribe. Aprendiz de Teosofia, segue a Loja Independente de Teosofistas - LIT. Tem apreço por silêncio, música, artes plásticas, bichos e plantas. É também administrador dos blogs O Caderno Livre e Só Um Transeunte.
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