Eco



Vagas são as promessas e ao longe,
muito longe, uma estrela.

Cruel foi sempre o seu fulgor:
sonâmbulas cidades, ruas íngremes,
passos que dei sem onde.

Era esse o meu reino e era talvez essa
a voz da própria lua.
Aí ficou gravada a minha sede.
Aí deixei que o fogo me beijasse
pela primeira vez.

Agora tenho as mãos vazias,
regresso e sei que nada me pertence
─ nenhum gesto do céu ou da terra.
Apenas o rumor de breves sombras
e um nome já incerto que por mágoa
não consigo esquecer.


│Autor: Fernando Pinto do Amaral

Comentários

OS 10 POSTS MAIS VISITADOS DOS ÚLTIMOS 30 DIAS

ÚLTIMO GRITO CONTRA A ESCURIDÃO

CONSUMAÇÃO

POEMAS DE PEDRO DU BOIS

VIAJANDO NA MADRUGADA

O PIANO

SOMBRAS E SOBRIEDADE

ÁVIDA FLAMA INCESSANTE

SERTÃO

CATILINA