Escrevo as linhas do percurso, e
toco, a teu lado, entre fetos e
urtigas, a câmara escura da casa.
Rasga o comboio os campos manchegos,
com uma toalha húmida e
um livro aberto, a cobrir a nudez que
sofremos.
E desenhas o mapa dos líquenes, e
aprendes, a meu lado, sobre o esqueleto
dos reis, a aresta antiga das
torres.
Aonde os anjos escalam o oiro das uvas,
aí, o horizonte morre da manha.
- Mário Cláudio in, ‘Doze Mapas’
É poeta, ficcionista e ensaísta, autor de uma obra vasta e multifacetada que compreende a ficção, a crónica, a poesia, a dramaturgia, o ensaio, a literatura infanto-juvenil e ainda letras para fado, assim como inúmeros artigos publicados na imprensa nacional e estrangeira.
Mário Cláudio é um dos maiores ficcionistas portugueses contemporâneos e as suas obras estão traduzidas em inglês, castelhano, francês, italiano, alemão, húngaro, checo e croata.
Dos muito prémios que recebeu até agora, destaca-se o Grande Prémio APE (Associação Portuguesa de Escritores), que conquistou por três vezes: em 1984, com "Amadeo", em 2014, com "Retrato de Rapaz", e em 2020, com “Tríptico da Salvação“. Foi também distinguido pela Universidade do Porto, em 2019, com o título Doutor Honoris Causa. De destacar também o Prémio Pessoa, em 2004, que recebeu pelo conjunto da sua obra.
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