terça-feira, 29 de setembro de 2026

Uma Refeição



Duas leoas matando e comendo javali na savana
(Imagem de Depositphotos)



O javali grita, as mordidas que arrancam a sua carne o deixam totalmente em desespero. As duas leoas seguem, seus focinhos se encharcam de sangue, suas garras seguram a presa. Depois de dias tentando, agora deu certo. A fome é um imperativo, não um capricho.

O javali respira ofegante, de algum modo sabe que não haverá socorro, é a vida naquele ambiente. Completos de lágrimas, seus olhos veem, pela última vez, o céu. E tudo é apenas uma refeição. No mesmo ato a vida e a morte.



|Autor: Webston Moura|

.................................................
Leia outros posts:

Minincontos:



.....................................................................
Webston Moura
, administrador deste blog, é Tecnólogo de Frutos Tropicais, poeta e cronista. Natural do Ceará, Brasil, mora no município de Russas, na região do Vale do Jaguaribe. Aprendiz de Teosofia, segue a Loja Independente de Teosofistas - LIT. Tem apreço por silêncio, música, artes plásticas, bichos e plantas. É também administrador dos blogs O Caderno Livre e Só Um Transeunte.
..............................................................................


segunda-feira, 28 de setembro de 2026

A Excessiva Preocupação Com a Própria Imagem



O Constrangimento (1914) - Francis Picabia



Moro numa avenida, que é uma via com duas mãos, uma de ir, outra de vir, e um canteiro separando as duas. Como todo mundo que aqui moro, coloco os sacos de lixo no canteiro, aonde o carro da coleta pega e leva. E isso acontece não apenas nesta avenida em que moro, mas noutras.

Ocorre que, há tempos, moradores de ruas adjacentes vêm com seu lixo e jogam no canteiro desta avenida em que moro. Os educados fazem assim, pois os piores jogam até na rua mesmo. Evitam, então, colocar os sacos defronte sua casas, aonde certamente o carro da coleta também os recolheria.

sábado, 26 de setembro de 2026

O Instante e a Consciência



Anêmonas em um vaso (1909) - Piet Mondrian



Aquele fio de silêncio,
depois que a música cessa.

O eco no fundo
da mente,
a pausa.

A respiração
agora ouvida,
o coração suficiente,
o espaço redondo
da quase perfeição: a paz.

O instante
e a consciência
da vida.

Da vida.





|Autor: Webston Moura|

.................................................
Leia outros posts:


.....................................................................
Webston Moura
, administrador deste blog, é Tecnólogo de Frutos Tropicais, poeta e cronista. Natural do Ceará, Brasil, mora no município de Russas, na região do Vale do Jaguaribe. Aprendiz de Teosofia, segue a Loja Independente de Teosofistas - LIT. Tem apreço por silêncio, música, artes plásticas, bichos e plantas. É também administrador dos blogs O Caderno Livre e Só Um Transeunte.
..............................................................................


The Beatles | "Oh! Darling"






Hoje, 26 de setembro, marca o aniversário de lançamento de "Abbey Road", álbum da banda britânica The Beatles. O ano, já longínquo, foi o de 1969, século passado.

Destaco uma de suas músicas, uma das mais conhecidas. Está no vídeo/áudio acima.

Vamos escutar?




|Autor do texto: Webston Moura|

.................................................
Leia outros posts:


.....................................................................
Webston Moura
, administrador deste blog, é Tecnólogo de Frutos Tropicais, poeta e cronista. Natural do Ceará, Brasil, mora no município de Russas, na região do Vale do Jaguaribe. Aprendiz de Teosofia, segue a Loja Independente de Teosofistas - LIT. Tem apreço por silêncio, música, artes plásticas, bichos e plantas. É também administrador dos blogs O Caderno Livre e Só Um Transeunte.
..............................................................................


sexta-feira, 25 de setembro de 2026

Errar é Humano



Untitled (1984) - Gerwald Rockenschaub



Não gostamos de estar errados, pois significa que fomos incapazes de enxergar o certo. O peso esta nesta palavra "incapazes". Mas atrás disso está a ilusão de que poderíamos viver sem cometer erros.

Cobramos de nós mesmos, cobramos dos outros e, dependendo de como nos encaremos e encaremos as coisas, podemos atravessar uma vida inteira sem modificarmos essa visão e essa atitude, condenando-nos e condenando aos outros à pressão, ao nervosismo e, em certos casos, à agressividade, à humilhação.