O javali grita, as mordidas que arrancam a sua carne o deixam totalmente em desespero. As duas leoas seguem, seus focinhos se encharcam de sangue, suas garras seguram a presa. Depois de dias tentando, agora deu certo. A fome é um imperativo, não um capricho.
O javali respira ofegante, de algum modo sabe que não haverá socorro, é a vida naquele ambiente. Completos de lágrima, seus olhos veem, pela última vez, o céu. E tudo é apenas uma refeição. No mesmo ato a vida e a morte.
|Autor: Webston Moura|
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Webston Moura, administrador deste blog, é Tecnólogo de Frutos Tropicais, poeta e cronista. Natural do Ceará, Brasil, mora no município de Russas, na região do Vale do Jaguaribe. Aprendiz de Teosofia, segue a Loja Independente de Teosofistas - LIT. Tem apreço por silêncio, música, artes plásticas, bichos e plantas. É também administrador dos blogs O Caderno Livre e Só Um Transeunte.
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