Houve uma última vez, para tudo há. Saímos pela rua, crianças que éramos, sem saber que aquela seria uma despedida da fase que vivíamos e da forma como éramos. Já não iríamos cumprir os mesmos rituais e nem notaríamos, a princípio, a mudança. Assim foi. Até chegarem esses dias de agora, quando as coisas voltam à memória e têm um gosto agridoce, riso e lágrima misturados na mesma substância.
O tempo vivido não volta. Não iremos mais brincar de "31 de janeiro". Sentir alguma dor por isso, pelo que se foi, por quem fomos, é sinal de que temos alma. E é uma alma que vale a pena.
|Autor: Webston Moura|
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Webston Moura, administrador deste blog, é Tecnólogo de Frutos Tropicais, poeta e cronista. Natural do Ceará, Brasil, mora no município de Russas, na região do Vale do Jaguaribe. Aprendiz de Teosofia, segue a Loja Independente de Teosofistas - LIT. Tem apreço por silêncio, música, artes plásticas, bichos e plantas. É também administrador dos blogs O Caderno Livre e Só Um Transeunte.
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