Nasci durante a ditadura militar e nela vivi até o seu fim, em 1985. Para mim, como a maioria, especialmente os que viviam no interior, o clima era de normalidade. Eu explico: em geral, as pessoas não tinham outras perspectivas e a maioria não se interessava mesmo pelos assuntos políticos, excetuando-se o período das campanhas locais, aonde candidatos a prefeito e vereador apareciam. Assim sendo, as pessoas nem sabiam que estavam numa ditadura.
Vivo, então, na democracia representativa, dito um melhor regime, já que podemos escolher livremente quem nos governa, o que informa que participamos e, assim, manifestamos, como sociedade, algum poder de escolha.





