CONTRA O ESQUECIMENTO

Em cada poema estou como quem viaja
não eu apenas mas a própria viagem
─ Manuel Alegre, Canção Primeira


Em cada poema, estranho que o seja,
água suspensa no ar, cascata em queda,
só,
uma pessoa habita a própria voz,
exercita sua presença, ainda que em não,
no mundo.

E é sua inteira passagem, o que é dizer sua vida,
a comunhão com outras vidas, todas imersas nesta dança:
a sobrevivente escrita que se possa ter
                       ─ contra o esquecimento.


│Poema da Série “Sob Inspiração de Manuel Alegre” – Autor: Webston Moura│


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