A CARTEIRA

Identidade, CPF, Reservista, 40 anos e uma barba.
Quem sabe, com um irmão sumido num garimpo da Amazônia.
Mais certo: três ou mais filhos; esposa; um cão vira-latas.
Morador de um conjunto habitacional, imagina-se.

É pouco mais do meio-dia, a condução se aproxima.

Entre o desejo e a efetiva devolução do objeto,
considera-se carregar no bolso,
com o peso de especial responsabilidade,
a condensada história de um homem.
Como pesa uma vida, mesmo que numa carteira velha e surrada!


│Poema da Série “Objetos Perdidos” - Autor: Webston Moura│

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