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Mostrando postagens de Julho, 2015

POEMA DE PEDRO DU BOIS

Na anterioridade da espécie a vida gosta e se alimenta                      ama e maldiz                      alvorece e anoitece.
O tempo (reconquista                      do espaço                       corpóreo) a transforma em massa inerme a amórfica.
O tempo (recompensa                      do espaço
                      não corpóreo)

......................... # Poema "XXVI" d'O SENHOR DAS ESTÁTUAS (Editora Penalux, 2013)

Pedro Du Bois [Passo Fundo-RS, Brasil] - Poeta, contista, autor de Iguais (poemas), O senhor das estátuas(poemas), Os objetos e as coisas (poemas) Pedro Du Bois Em Contos (contos). Participa do Projeto Passo Fundo (http://www.projetopassofundo.com.br/), é membro da Academia Itapemense de Letras e do Clube dos Escritores de Piracicaba. Mantém o blog Pedro Du Bois - Poemas (http://pedrodubois.blogspot.com.br/) e reside atualmente em Balneário Camboriu-SC, Brasil.

CONSTRUÇÃO

A Lara de Lemos
a palavra é adaga a cortar os pulsos
contra ela milícias bombas são inúteis
canhões não têm vez sequer mordaças
a palavra não se cala grita ejacula goza
a palavra é adaga fere, mata mas também é espera: seu tempo é todo o tempo





LUIZ OTÁVIO OLIANI nasceu no Rio de Janeiro e é graduado em Letras e Direito. Como poeta, está em 80 livros coletivos nacionais e alguns estrangeiros, além de 450 publicações entre jornais, revistas e alternativos. Tem poemas publicados e vertidos para o inglês, francês, italiano, espanhol e holandês, bem como textos ilustrados em projetos ligados às artes plásticas. Atuou na Revista Literária Sociedade dos Poetas Novos, SPN, de 2000 a 2003, tendo entrevistado grandes nomes da literatura brasileira. Participou do CD Poemas musicados por Maury Sant´Ana, volume 1 (2008). Recebeu 70 prêmios, dentre os quais se destacam: Moção de Louvor e Reconhecimento da Câmara Municipal do Rio de Janeiro (2011); o Troféu Honra ao Mérito do Clube em Revista, como Poeta destaque…

SEMEADURA

“Já a poesia não se dá, como flor. Escrever se faz difícil passagem em caverna estreita.” - Lucia Fonseca

o vazio dá espaço à escuridão olhos percorrem o silêncio da caverna em busca de letras
no signo de metáforas as mãos ouvem as flores Deus se cansa de acariciar o vento
o resultado? o poeta escreve



LUIZ OTÁVIO OLIANI nasceu no Rio de Janeiro e é graduado em Letras e Direito. Como poeta, está em 80 livros coletivos nacionais e alguns estrangeiros, além de 450 publicações entre jornais, revistas e alternativos. Tem poemas publicados e vertidos para o inglês, francês, italiano, espanhol e holandês, bem como textos ilustrados em projetos ligados às artes plásticas. Atuou na Revista Literária Sociedade dos Poetas Novos, SPN, de 2000 a 2003, tendo entrevistado grandes nomes da literatura brasileira. Participou do CD Poemas musicados por Maury Sant´Ana, volume 1 (2008). Recebeu 70 prêmios, dentre os quais se destacam: Moção de Louvor e Reconhecimento da Câmara Municipal do Rio de Janeiro (2011); o Trofé…