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Mostrando postagens de Junho, 2015

DESATINO

dentro de mim uma caixa de sapatos meia dúzia de pipas um gibi
meu pai virou rio deixou inventário
o que ficou além da herança?







LUIZ OTÁVIO OLIANI nasceu no Rio de Janeiro e é graduado em Letras e Direito. Como poeta, está em 80 livros coletivos nacionais e alguns estrangeiros, além de 450 publicações entre jornais, revistas e alternativos. Tem poemas publicados e vertidos para o inglês, francês, italiano, espanhol e holandês, bem como textos ilustrados em projetos ligados às artes plásticas. Atuou na Revista Literária Sociedade dos Poetas Novos, SPN, de 2000 a 2003, tendo entrevistado grandes nomes da literatura brasileira.Participou doCD Poemas musicadospor Maury Sant´Ana, volume 1 (2008). Recebeu 70 prêmios, dentre os quais se destacam:Moção de Louvor e Reconhecimento da Câmara Municipal do Rio de Janeiro(2011); oTroféu Honra ao Mérito do Clube em Revista, como Poeta destaque de 2012, na Rádio Bandeirantes, Rio, AM, 1360 (2013),Menção Honrosa, Prêmio Vicente de Carvalho,concedidapelaUBE / …

Deixar a Mão

Percorrer-te o peito Deixar a mão cegar E caminhar o instinto Como abelhas caminham na flor.
Beber dessa luz líquida E esperar a morte dos dedos Onde os lábios escreverão A morada de todos os poemas.



JOAQUIM MONTEIRO – Nascido próximo da Régua. Feito a régua e esquadro, mas prematuro. Desenhador, músico, poeta, quando é lido. E Epicuro quando baste. Publica poemas no Facebook e publicou o livro de poesia “Na Tua Boca” (Editora Universus, 2011).

ENCANTAMENTO

no balde de juçaras o homem busca a água de que precisa

no terreno seco procura o vento

encontra Deus
disfarçado de sabiá



LUIZ OTÁVIO OLIANI nasceu no Rio de Janeiro e é graduado em Letras e Direito. Como poeta, está em 80 livros coletivos nacionais e alguns estrangeiros, além de 450 publicações entre jornais, revistas e alternativos. Tem poemas publicados e vertidos para o inglês, francês, italiano, espanhol e holandês, bem como textos ilustrados em projetos ligados às artes plásticas. Atuou na Revista Literária Sociedade dos Poetas Novos, SPN, de 2000 a 2003, tendo entrevistado grandes nomes da literatura brasileira. Participou do CD Poemas musicados por Maury Sant´Ana, volume 1 (2008). Recebeu 70 prêmios, dentre os quais se destacam: Moção de Louvor e Reconhecimento da Câmara Municipal do Rio de Janeiro (2011); o Troféu Honra ao Mérito do Clube em Revista, como Poeta destaque de 2012, na Rádio Bandeirantes, Rio, AM, 1360 (2013), Menção Honrosa, Prêmio Vicente de Carvalho,concedida pelaU…

DECLARAÇÃO

Para vão em teu istmo, não me queira!
Não me queira às línguas de palavras sub-mínguas, coisa que se curte e se compartilha, como aceno ou panfleto, nonada ou remédio.
Não me queira coisa-apenas, objeto decomposto em quimeras e poliéster.
Não me queira moda, beijo wishy-washy, cachorro de esquina, fátuo-factoide.

│Autor: Webston Moura│

O ERMO HOMEM DA CASA ABANDONADA

Em seu calabouço, compõe e decompõe retratos.
(No silêncio, uma samambaia ― que nada significa)
Haverá, num breve futuro, outroThe Blue Flower a se considerar? Ou será matéria
paraCriminal Minds?


│Autor: Webston Moura│

ALTERNÂNCIA

O sapato pequeno conduz
à roupa apertada
e à camisa apodrecida
no cesto
- como a comida queimada
   e a cicatriz na perna
   reforçam a dor pela perda
   da pessoa amada -
no esquecimento tardio
a conta não paga atrasa
a oferta do banqueiro
em pesadelos diários
- remetido à alternativa
  incorreta do início.

(Pedro Du Bois, inédito)
________________ * Pedro Du Bois [Passo Fundo-RS, Brasil] - Poeta, contista, autor de Iguais (poemas), O senhor das estátuas(poemas), Os objetos e as coisas (poemas) Pedro Du Bois Em Contos (contos). Participa do Projeto Passo Fundo (http://www.projetopassofundo.com.br/), é membro da Academia Itapemense de Letras e do Clube dos Escritores de Piracicaba. Mantém o blog Pedro Du Bois - Poemas (http://pedrodubois.blogspot.com.br/) e reside atualmente em Balneário Camboriu-SC, Brasil.

As traças de Fortaleza

Que são traças? Segundo os dicionários, são insetos que corroem lã, tapetes, livros, papéis, dentre outras coisas. É óbvio que destas queremos distância.Jamais desejaríamos sua proliferação, não é verdade? Principalmente nós que conseguimos reunir algumas dúzias, ou até mesmo dezenas de livros – e deles cuidamos com extremado zelo – fugimos dessas como o demo da cruz.
Mas, existem outras traças... Na bela capital cearense, um Clube de Leitura possui o sugestivo nome de “As Traças”. Não contrataram marqueteiro, mas acertaram na mosca, pois para batizar uma reunião de devoradoras de livros, nada mais apropriado do que o nome sugerido. Como funciona? É simples: em encontros mensais, elas comentam suas leituras e trocam impressões com os demais membros do grupo. Que beleza, hein?
Tudo começou há dez anos, com a brilhante idéia das amigas Anete Gomes e Lúcia Lustosa Martins que, levadas pelo desejo desta última em partilhar sua biblioteca particular, resolveram promover reuniões com outras t…

POEMA PARA QUEM AMAREI III

Comprei-te um neruda E dois garcía lorcas. Espero que as páginas, Mismo amarillas, Possam lamber Tuas criaturas solitárias, E convidar-te, Em español caliente, A nosso lugar.


...................... # Poema constante de Dissonante (Sarau das Letras, 2014)




Leonam Cunha nasceu em Areia Branca/RN e, atualmente, reside em Natal/RN. É graduado em Direito pela UFRN e publicou, em 2012, pela Sarau das Letras, seu primeiro livro de poesias, intitulado Gênese. _________________________

lendo o caminho

Aromas inanimados Conduzem a alma Enquanto, de longe, farejo a doce fumaça que sobe. O tempo segue em espiral de Luz Refazendo planos e redirecionando a rota. Serena, sinto o cheiro do nada adiante E recrio, calada, Novos perfumes em preto e branco.





............................... # Poema constante de rumo norte (Prêmio Otacílio de Azevedo).

Natércia Rocha nasceu em 1971, em Fortaleza, foi criada em Juazeiro do Norte, mas suas raízes estão na região Norte do Ceará. Fez parte da segunda turma da Escola de Dramaturgia do Museu da Imagem e do Som (MIS), na década de 90, sob direção do cineasta Orlando Senna, e é formada em Jornalismo pela Universidade de Taubaté, Vale do Paraíba, em São Paulo. É também autora de Contos de ir embora (Edições Demócrito Rocha).

POEMA DE PEDRO DU BOIS

Busca na estátua o significado encravado pelo artífice: a dor a fertilidade o coroamento a desfaçatez a guarda do corpo decomposto em tempo.
Rebuscada em sua esterilidade a estátua traduz o despropósito de ser tomada como referência.



........................................ # Poema de número "L". Consta na página 77 de um livro muito bem trabalhado, como é comum ao autor. Chama-se O Senhor das estátuas (Editora Penalux, 2013) - clique aqui [http://goo.gl/2Shk6b]


Pedro Du Bois [Passo Fundo-RS, Brasil] - Poeta, contista, autor de Iguais (poemas), O senhor das estátuas(poemas), Os objetos e as coisas (poemas) Pedro Du Bois Em Contos (contos). Participa do Projeto Passo Fundo (http://www.projetopassofundo.com.br/), é membro da Academia Itapemense de Letras e do Clube dos Escritores de Piracicaba. Mantém o blog Pedro Du Bois - Poemas(http://pedrodubois.blogspot.com.br/) e reside atualmente em Balneário Camboriu-SC, Brasil.